Atletismo brasileiro: sob a sombra da inelegibilidade nas Olimpíadas de 2024
O sonho olímpico de diversos atletas brasileiros está sob a sombra da inelegibilidade. A causa? A exigência da World Athletics (WA) de que atletas de países com baixo índice de testes antidoping, como o Brasil, realizem três testes surpresa nos 10 meses que antecedem as Olimpíadas de Paris 2024.
A medida, embora compreensível na luta contra o doping, coloca o Brasil em uma situação delicada. A baixa frequência de testes no país, cobrada pela AIU (órgão antidoping do atletismo) desde 2022, pode resultar na inelegibilidade da maioria dos atletas já classificados para a Olimpíada.
Um cenário preocupante:
Com a maioria dos atletas ainda não tendo realizado os testes exigidos, a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e a ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem) correm contra o tempo para regularizar a situação. Uma força-tarefa foi criada para realizar os testes o mais rápido possível, mas o tempo é curto e o risco de perder vagas na Olimpíada é real.
Possíveis soluções:
- Agilizar os testes: A ABCD e a CBAt precisam trabalhar juntas para otimizar o processo de testagem e alcançar o maior número de atletas possível.
- Aproveitar oportunidades: Testar os atletas em momentos estratégicos, como durante treinos ou competições, pode ser uma forma eficiente de aumentar a cobertura.
- Convênios internacionais: Ampliar os acordos com agências antidoping de outros países facilita a realização de testes quando os atletas estão no exterior.
- Critérios mais rígidos: A CBAt pode estabelecer critérios internos mais rigorosos para a seleção de atletas, priorizando aqueles que já realizaram os testes exigidos.
Consequências a serem evitadas:
- Delegações menores: O número de atletas brasileiros nas Olimpíadas pode ser drasticamente reduzido, diminuindo as chances de medalhas.
- Perda de vagas: Atletas que se classificarem no último minuto podem ficar fora da Olimpíada se não forem testados a tempo.
Um compromisso urgente:
É fundamental que as autoridades competentes assumam a responsabilidade por essa situação e tomem medidas urgentes para garantir a participação do atletismo brasileiro nas Olimpíadas de 2024. Ações imediatas e planejamento estratégico são essenciais para evitar que o sonho olímpico de tantos atletas seja sacrificado por falhas na gestão antidoping.
O futuro do atletismo brasileiro depende de medidas ágeis e eficazes. A comunidade esportiva e os torcedores esperam que a paixão pelo esporte e o compromisso com a ética prevaleçam.
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